terça-feira, 6 de outubro de 2009

Delfim Moreira


DELFIM MOREIRA

Nome Completo: Delfim Moreira da Costa Ribeiro

*Período em que esteve no poder:
Foi presidente do Brasil entre 15 de novembro de 1918 e 28 de julho de 1919.
*Como assumiu:
Assumiu a presidência devido ao falecimento de Rodrigues Alves, vítima da Gripe Espanhola, até que fossem convocadas novas eleições (à época a Constituição previa que o vice-presidente só assumiria provisoriamente, caso o presidente morresse antes de decorridos dois anos de sua posse, ou seja, a metade de seu mandato).
*Realizações:
No seu governo, o Brasil se fez representar na Conferência de Paz em Paris, pelo senador Epitácio Pessoa. Reformou a administração do território do Acre, republicou o Código civil brasileiro com várias correções ao texto original de 1916. Decretou intervenção no estado de Goiás.
*Acontecimentos:
Seu curto mandato (que ficou conhecido como regência republicana) foi um período assinalado por vários problemas sociais, especialmente um grande número greves gerais. O presidente, no entanto, tendia a menosprezar essa crise, dizendo que as greves "não passavam de casos de polícia".
BIANCA, BRUNO, JULIANE

Rodrigues Alves - Parte II (até a morte...)


RODRIGUES ALVES

Nome Completo: Francisco de Paula Rodrigues Alves
*Período em que esteve no poder:
Foi eleito duas vezes, cumpriu integralmente o primeiro mandato (1902 a 1906), mas faleceu antes de assumir o segundo mandato (que deveria se estender de 1918 a 1922).
*Como assumiu:
A facilidade para obter novos créditos no exterior, devido a conjuntura econômica favorável que o país se encontrava, face a recuperação dos preços do café no mercado internacional e a austera política de saneamento financeiro executada por seu antecessor, permitiu que Rodrigues Alves tornasse a contrair dívidas junto a estes mesmos banqueiros para financiar a remodelação urbanística e o saneamento da capital federal, pontos básicos de seu programa de governo. As condições sanitárias da cidade, que desde meados do século anterior convivia com sucessivos surtos de doenças infecciosas, vinham ameaçando a política de estímulo a imigração, indispensável para o suprimento de mão-de-obra aos setores mais dinâmicos da economia brasileira após o declínio do trabalho escravo.
*Realizações:
Seu governo foi destacado pela campanha da vacina obrigatória, que ocasionou a Revolta da Vacina,promovida pelo médico Osvaldo Cruz,e pela reforma da cidade do Rio de Janeiro.Em seu governo ocorreu também a revolta da Escola Militar e o Convênio de Taubaté, que foi a primeira política de valorização do café. Esse convênio reuniu São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, e eles decidiram que o governo federal compraria e estocaria as sacas de café para evitar a queda de preço.Também determinaram um imposto de três francos por saca exportada.

*Acontecimentos:
Foi durante sua gestão que o Brasil anexou o território do Acre (hoje Estado do Acre), após um acordo com a Bolívia, negociado pelo Barão do Rio Branco, e que determinava que o Brasil pagaria àquele país dois milhões de libras esterlinas e construiria a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, por onde seria escoada a produção de borracha.
O Governo Rodrigues Alves enfrentou ainda uma grave crise do café, ocasionada pela superprodução e queda dos preços do produto no mercado. Para enfrentar essa crise, foi assinado, em março de 1906, o Convênio de Taubaté, onde os governos estaduais se comprometiam a comprar o excedente da produção para garantir os preços. Este acordo contribuiria para o reendividamento do Brasil, uma vez que para cumpri-lo, os estados recorreram a empréstimos externos.
BIANCA, BRUNO, JULIANE

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Venceslau Brás

VENCESLAU BRÁS

Venceslau Brás Pereira Gomes (1914-1918)
Venceslau Brás Pereira Gomes (Brasópolis (então São Caetano da Vargem Grande), 26 de fevereiro de 1868 — Itajubá, 15 de maio de 1966) foi um advogado e político brasileiro; presidente do Brasil entre 1914 e 1918, com um pequeno afastamento de um mês em 1917 por motivo de doença. Seu vice-presidente foi Urbano Santos da Costa Araújo.
Era um político despretensioso, de gênio pacífico e conciliador. Quando vice-presidente do Estado de Minas, não criou dificuldades ao governador João Pinheiro. Por decisão própria afastou-se até a morte deste, em 1909, quando teve de assumir o governo e, ainda assim, manteve a política de seu antecessor, atraindo as simpatias daqueles que se achavam na órbita do poder. Eleito vice-presidente da República, em 1910, passou a ser oficialmente o presidente do Senado, conforme manda a Constituição. Preferiu, entretanto, retirar-se para Itajubá, afastando-se da política, com o que deu plena liberdade de movimentos, tanto ao presidente da República, marechal Hermes da Fonseca, como ao senador Pinheiro Machado que, como vice-presidente do Senado, substituiu Venceslau no trabalho de articulação política.

Período Presidencial - Venceslau Brás assumiu o governo adotando uma austera política financeira. Para enfrentar a redução drástica das exportações brasileiras, devido à desorganização do mercado internacional provocada pela Primeira Guerra Mundial, foram queimadas três milhões de sacas de café estocadas, evitando-se assim a queda dos preços. Essa situação determinou a segunda valorização do café, entre 1917 e 1920.
ALESSANDRO, CARLO, JÉSSICA DIOGO

Outro militar: Hermes da Fonseca


MARECHAL HERMES DA FONSECA


Nome completo: Hermes Rodrigues da Fonseca
Período em que ficou no poder foi do ano de 1910 ao ano de 1914.
Em novembro de 1908, após regressar de uma viagem à Alemanha, onde assistira a manobras militares como convidado de Guilherme II foi indicado para a sucessão presidencial. Contou com o apoio do presidente Nilo Peçanha.
Hermes da Fonseca enfrentou logo na primeira semana de governo, em novembro de 1910, a Revolta da Chibata arquitetada por cerca de dois anos e que culminou num motim dos marinheiros no Encouraçado Minas Gerais, Encouraçado São Paulo, Encouraçado Deodoro e Cruzador Bahia, revolta liderada pelo marinheiro João Cândido Felisberto. Depois de conseguido o objetivo, o fim da aplicação da Chibata na Marinha, e concedida à anistia a todos os mais de dois mil marinheiros amotinados, o governo traiu sua palavra e começou um processo de expulsão de marinheiros. O primeiro motim, já controlado, foi seguido de um levante no batalhão de fuzileiros navais sem causa aparente. O Marechal Hermes ordenou o bombardeio aos portos e colocou o país em estado de sítio. Mais de 1200 marinheiros foram expulsos e centenas foram presos e mortos. Apesar de ser bastante popular quando eleito, sua imagem ficou bastante abalada depois da revolta. Logo outra revolta veio conturbar o seu governo, a Guerra do Contestado, que não chegou a ser debelada até o fim de seu governo.

Em seu governo ocorreu nova renegociação da dívida externa brasileira, em 1914, com um segundo funding loan (o primeiro fora negociado por Campos Sales), pois a situação financeira do Brasil não andava bem. Sua política externa manteve a aproximação com os Estados Unidos, traçada pelo chanceler Barão do Rio Branco, que continuou no cargo de ministro, até 1912, quando faleceu.
No plano interno, prosseguiu o programa de construção de ferrovias, incluindo a ferrovia Madeira-Mamoré e de escolas técnico-profissionais, delineado no governo Afonso Pena. Instalou a Universidade do Paraná. Concluiu as reformas e obras da Vila Militar de Deodoro e do Hospital Central do Exército, entre outras, além das vilas operárias, no Rio de Janeiro, no subúrbio de Marechal Hermes e no bairro da Gávea.

Ao deixar a presidência, em novembro de 1914, candidatou-se ao Senado pelo Rio Grande do Sul, mas recusou-se a assumir a cadeira, em virtude do assassinato de Pinheiro Machado, no dia em que deveria ser diplomado, em setembro de 1915. Viajou para a Europa, afastando-se da política, e só retornou ao Brasil após seis anos de vida na Suíça (1920), quando se iniciava uma nova campanha presidencial.
Acolhido carinhosamente pelos militares, foi conduzido à presidência do Clube Militar em 1921. Nesta condição entrou em conflito com o governo de Epitácio Pessoa ao prestigiar as forças políticas que apoiaram a candidatura de Nilo Peçanha, no movimento “reação republicanas”, e envolver-se na frustrada revolta militar de 1922, conhecida como revolta do forte de Copacabana.
Durante a eleição presidencial de 1922, cartas falsas contra Hermes da Fonseca, onde era chamado de sargentão sem compostura, foi atribuído à autoria de Artur Bernardes, o que causou tumulto imenso naquelas eleições
Sua prisão foi então decretada pelo presidente Epitácio Pessoa. Seis meses depois foi libertado graças a um habeas corpus. Doente, retirou-se para Petrópolis (RJ), onde morreu em nove de setembro de 1923.

Foi o único presidente a casar-se durante o mandato presidencial, sua primeira esposa, Orsina Francioni da Fonseca, com que se casou em 1878 veio a falecer em 1912. Sua segunda esposa foi à caricaturista Nair de Tefé Von Hoonholtz, filha do Almirante e Barão de Teffé, Nair seria hoje considerada uma feminista - e, em sua longa vida, chegaria a participar das primeiras comemorações do Ano Internacional da Mulher. Casaram-se no dia 8 de dezembro de 1914 Palácio do Catete - Rio de Janeiro.
Durante seu governo, foi editado um decreto instituindo o uso da faixa presidencial no Brasil, sendo ele mesmo o primeiro presidente a usá-la e o primeiro a passá-la a seu sucessor. Desde então, todos os presidentes a recebem na ocasião da posse. Hermes da Fonseca é um dos dois únicos militares a chegar à Presidência de forma direta e eleitoral. O outro foi Eurico Gaspar Dutra.
Nascimento: São Gabriel - RS, em 12.05.1855
Falecimento: Petrópolis- RJ, em 09.09.1923
Profissão: Militar (Marechal)
Período de Governo: 15.11.1910 a 15.11.1914 (04a)
Idade ao assumir: 55 anos
Tipo de eleição: direta
Votos recebidos: 403.867 (quatrocentos e três mil oitocentos e sessenta e sete)
Posse: em 15.11.1910, em sessão solene do Congresso Nacional presidida pelo Senhor Quintino Bocaiúva
Vice-Presidente:
Wenceslau Braz Pereira Gomes
CRISTIANE, ARYANE, BRUNA MEDEIROS

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Nilo Peçanha - menos tempo ainda!


NILO PEÇANHA


Assumiu a presidência da república após o falecimento de Afonso Pena, em 14 de junho de 1909, e governou até 15 de novembro de 1910.
Era filho de Sebastião de Sousa Peçanha, padeiro, e de Joaquina Anália de Sá Freire, descendente de uma família importante na política norte fluminense. Teve quatro irmãos e duas irmãs. A família vivia pobremente em um sítio no atual distrito de Morro do Coco, até que se mudou para o centro da cidade quando Nilo Peçanha chegou na idade escolar. Seu pai era conhecido na cidade como "Sebastião da Padaria".
Foi descrito como sendo mulato e freqüentemente ridicularizado na imprensa que se referiam à cor da sua pele. Durante sua juventude, a elite social de Campos dos Goytacazes chamava-o de "o mestiço de Morro do Coco”.
Em 1921, quando concorreu à presidência da República como candidato de oposição, cartas atribuídas falsamente ao candidato governista, Artur Bernardes, foram publicadas na imprensa e causaram uma crise política, pois insultavam o ex-presidente Marechal Hermes da Fonseca, representante dos militares, e também Nilo Peçanha, que era xingado de mulato. Gilberto Freyre, escrevendo sobre futebol, usou-o como paradigma do mulato que vence usando a malícia e escondendo o jogo mencionando que "o nosso estilo de jogar (...) exprime o mesmo mulatismo de que Nilo Peçanha foi até hoje a melhor afirmação na arte política".
A biografia oficial escrita por um parente, Celso Peçanha, nada menciona sobre suas origens raciais, mas uma outra biografia posterior o faz. Portanto, alguns pesquisadores expressam dúvidas sobre se Nilo Peçanha era ou não mulato. Em qualquer caso, suas origens foram muito humildes: ele mesmo contava ter sido criado com "pão dormido e paçoca”.
Terminou os estudos preliminares em sua cidade. Estudou na Faculdade de Direito de São Paulo e depois na Faculdade do Recife, onde se formou. Casou-se com Ana de Castro Belisário Soares de Sousa, conhecida como "Anita", descendente de aristocráticas e ricas famílias campistas. O casamento foi um escândalo social, pois a noiva teve que fugir de casa para poder se casar com um sujeito pobre e "mulato", embora político promissor.
Participou das campanhas abolicionista e republicana. Iniciou a carreira política ao ser eleito para a Assembléia Constituinte em 1890.
Em 1903 foi eleito sucessivamente senador e presidente do estado do Rio de Janeiro, permanecendo no cargo até 1906 quando foi eleito vice-presidente de Afonso Pena.
Presidente
Com a morte de Afonso Pena em 1909, assumiu o cargo de presidente. Seu governo foi marcado pela agitação política em razão de suas divergências com Pinheiro Machado, líder do Partido Republicano Conservador.
Apoiou o candidato Hermes da Fonseca a sua sucessão em 1910, contra Rui Barbosa e o presidente de São Paulo Albuquerque Lins candidatos de oposição que fizeram a campanha civilista que foi derrotada por Hermes. Os conflitos entre as oligarquias estaduais se intensificaram, sobretudo em Minas Gerais e São Paulo. Minas Gerais apoiou Hermes e São Paulo apoiou Rui Barbosa. Hermes da Fonseca foi eleito para governar de 1910 a 1914.
Durante seu governo presidencial, Nilo Peçanha criou o Ministério da Agricultura, Comércio e Indústria, o Serviço de Proteção aos Índios (SPI), e inaugurou o ensino técnico no Brasil.
Após a presidência
Ao fim do seu mandato presidencial, retornou ao Senado e, dois anos, depois foi novamente eleito presidente do Estado do Rio de Janeiro. Renunciou a este cargo em 1917 para assumir o Ministério das Relações Exteriores. Em 1918 foi novamente eleito senador.
Em 1921 foi candidato à presidência da República pelo Movimento Reação Republicana, que tinha como objetivo contrapor o liberalismo político contra a política das oligarquias estaduais. Embora apoiado pelas situações pernambucana, gaúcha e fluminense, e por boa parte dos militares, foi derrotado pelo candidato governista Artur Bernardes nas eleições de 1922. Faleceu em 1924, no Rio de Janeiro, afastado da vida política.

Afonso Pena (por pouco tempo)


AFONSO PENA


Foi o sexto presidente do Brasil entre 15 de novembro de 1906 e 14 de junho de 1909, data de seu falecimento. Antes da carreira política, foi advogado e jurista.
Carreira Diplomado em Direito pela Faculdade de Direito de São Paulo em 1870

Apesar de ter sido eleito com base na chamada política do café-com-leite, realizou uma administração que não se prendeu de tudo a interesses regionais. Incentivou a criação de ferrovias, e interligou a Amazônia ao Rio de Janeiro pelo fio telegráfico, por meio da expedição de Cândido Rondon.
Fez à primeira compra estatal de estoques de café, em vigor na República Velha, transferindo assim, os encargos da valorização do café para o Governo Federal, que antes era praticada regionalmente, apenas por São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, que haviam assinado o Convênio de Taubaté.
Modernizou o Exército e a Marinha por meio do general Hermes da Fonseca, e incentivou a imigração. Seu lema era: "governar é povoar”.
Seus ministérios eram ocupados por políticos jovens e que respeitavam muito a autoridade dele. Estes jovens receberam a alcunha de Jardim da Infância. Chegou mesmo a declarar, em carta a Rui Barbosa, que a função dos ministros era executar seu pensamento:"Na distribuição das pastas não me preocupei com a política, pois essa direção me cabe, segundo as boas normas do regime. Os ministros executarão meu pensamento. Quem faz a política sou eu".
Foi um grande incentivador das ferrovias, sendo que se destaca em seu governo, a construção da NOB e da ligação das ferrovias paulistas com as paranaenses, permitindo-se pela primeira vez, a ligação do sudeste do Brasil com o sul do Brasil por trem.
Em virtude de seu afastamento dos interesses tradicionais das oligarquias, na chamada República oligárquica, enfrentou uma crise por ocasião da sucessão. David Morethson Campista, indicado pelo presidente, foi rejeitado pelos grupos de apoio a Hermes da Fonseca. Ainda tentou indicar os nomes de Campos Sales e Rodrigues Alves, sem sucesso. Em meio a tudo isso, iniciou-se também a campanha civilista, lançada por Rui Barbosa.

Com a casa deixada em ordem pelos seus antecessores e com o crédito exterior reabilitado, Afonso Pena não tinha qualquer compromisso com a austeridade econômica, e tinha todos os compromissos com a minoria que lhe propiciou a candidatura e garantiu sua eleição. O Convênio de Taubaté, que alterara os rumos das eleições presidenciais, estava agora aprovado pelo Congresso Nacional, por maioria esmagadora. Na Câmara, a aprovação se deu por 107 contra 15 votos e no Senado, por 31 contra 6 votos. Essa votação tinha acontecido ao final do governo de Rodrigues Alves, e a revelia deste. Como a criação de uma Caixa de Conversão, conforme previsto no Convênio, dependia de leis complementares, os interessados esperaram a mudança de governo para concluir os trâmites, o que aconteceu sem maiores problemas.
Afonso Pena, que, quando governador de Minas, já construíra uma cidade para abrigar a nova Capital do Estado, sonhava agora em marcar sua passagem pela Presidência da República com a realização de grandes obras, abrangendo o país inteiro. Incluia, em seus planos, ferrovias cortando o Brasil por todos os quadrantes, e a tão sonhada ferrovia Norte-Sul, ligando Belém do Pará a Porto Alegre.
Num primeiro momento, as linhas já existentes seriam prolongadas, ao norte, até as barrancas do Rio São Francisco e, ao sul, partindo de São Paulo, pela Alta Sorocabana, e atravessando os Estados do Paraná e Santa Catarina, até a capital do Rio Grande do Sul. Na Alta Paulista, partindo de Bauru, um novo ramal seguiria a noroeste, atravessando o Estado do Mato Grosso, até chegar a Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. E projetava, mais, reforma de portos, melhoria da vida nas cidades, subsídio às indústrias, etc., etc.
O Brasil vivia um daqueles momentos de euforia, esquecendo-se de um detalhe muito importante: todo o progresso vinha sendo conseguido com o dinheiro fácil dos empréstimos no exterior, ou seja, sacava-se outra vez sobre o futuro, deixando as dívidas para serem pagas pelos governos seguintes. Pondo-se de lado esse fato, no mais, o quadriênio foi profícuo em obras, embora não tenha conseguido levar a efeito todo o plano, por demais ambicioso para um período tão curto.

No governo Afonso Pena surgiu uma nova onda imigratória, de várias nacionalidades e para diversos pontos do país. Os italianos foram para o interior de São Paulo, os alemães, para Santa Catarina e Rio Grande do Sul, os poloneses e russos, para o Paraná, Chegam novas levas de portugueses e também de libaneses, aos quais a população se habituou chamar de turcos.
A economia continuava centralizada no café e na borracha, produtos dos quais ainda éramos os grandes exportadores. Da borracha por exemplo, o Brasil conseguia suprir 80 por cento das necessidades do mercado internacional. Uma situação que não perduraria por muitos anos, pois, dependendo exclusivamente de seringueiras nativas, e sem que os produtores se preocupassem em fazer uma plantação regular e ordenada, acabamos perdendo mercado para outros novos países, especialmente a Malásia.
O país podia contar, afinal, com um modesto desenvolvimento industrial, com tecelagens e indústrias de bens de consumo, tudo para venda no mercado interno. O futuro da indústria era promissor, pelos incentivos oficiais que recebia e pela chegada de imigrantes que vinham reforçar a mão-de-obra nas cidades.


Diplomacia
O Barão do Rio Branco, confirmado uma vez mais na pasta de Relações Exteriores, prosseguiu em seu trabalho diplomático de resolver questões com os países vizinhos, atuando no sentido de delimitar as fronteiras passíveis de litígio, especialmente com a Colômbia, a Venezuela, o Peru e o Uruguai.
Em 1907, Rui Barbosa foi indicado para representar o Brasil na Conferência de Paz de Haia (Holanda), defendendo ardorosamente o princípio de igualdade de todas as nações soberanas, independentemente de sua projeção. Impressionou a todos com sua oratória e, num feito extraordinário, obteve a aprovação de seu projeto de criar uma Carta Internacional de Arbitragem para resolver conflitos internacionais. Tamanha a impressão causou que seu nome foi incluído entre os Sete Sábios de Haia, assim escolhidos: Rui Barbosa, Barão Marshal, Nelidoff, Choate, Kapos Meye, Léon Bourgeois (Prêmio Nobel da Paz em 1920) e Conde Tornieli. Para nós, Rui ficou para sempre conhecido como A Águia de Haia.
A sucessão presidencial
Descuidando-se do fato de que o poder central já não tinha mais aquela força que lhe era dada pela Política dos Governadores, Afonso Pena, pretendendo seguir o exemplo de seus antecessores, assumiu a tarefa de coordenar a escolha de um candidato às próximas eleições presidenciais e jogou todas as cartas sobre o nome de seu ministro da Fazenda, o jovem Davi Campista, contrariando, com isso, as pretensões veladas de outros auxiliares e, o que é pior, levantando a fúria do todo poderoso Pinheiro Machado, que detinha o controle do Congresso Nacional. O escolhido pelo Presidente, como se recorda, era um dos egressos do Jardim da Infância e não tinham, nem ele, nem seus companheiros, lastro político para sustentar uma luta dessa envergadura.
Entre os governistas, a candidatura não despertou interesse maior. Se os caciques republicanos não lhe faziam franca oposição, também não tinham motivos para cruzar lanças nesse terrível embate que é o processo eleitoral, menos ainda se dispunham a queimar seu prestígio por um nome de menor projeção, e que não tinha qualquer identificação com as forças políticas dominantes. Já o grande opositor, Pinheiro Machado, viu nesse lance a grande oportunidade de provocar uma cisão dentro do governo e, manhosamente, insinuando-se entre oficiais militares de prestígio, conseguiu convencer o seu conterrâneo marechal Hermes da Fonseca, então ministro da Guerra, a se lançar candidato, reavivando o saudosismo dos governos fortes de Deodoro e Floriano.
Os acontecimentos se precipitam. Em 12 de maio de 1909, aniversário do Hermes, o capitão Jorge Pinheiro, lança a candidatura do marechal, fazendo, em presença do ministro, severas críticas ao governo. Animado, o marechal apresenta a Afonso Pena uma carta seca e ríspida, pedindo demissão do Ministério. Na ocasião, assegurou ao Presidente que não se envolveria no processo eleitoral mas, no dia seguinte, enviou uma carta a Afonso Pena, retificando sua posição. Rui Barbosa, sondado a respeito por Pinheiro Machado, descarta seu apoio, não por ser o candidato um militar, mas pelo tom militarista com que a campanha havia sido lançada. Finalmente, no dia 19, em protesto contra tal candidatura, o deputado Carlos Peixoto Filho, renuncia à presidência da Câmara, solidarizando-se com o presidente da República.. Com essa renúncia, bem intencionada mas ineficaz, desfaz-se também o bloco de apoio presidencial, o chamado Jardim de Infância. O Presidente ficou só, completamente só. O golpe foi pesado demais, levando-o à depressão, à doença e ao fim. No dia 14 de junho de 1909, após dois meses de crise política, morria Afonso Pena, assumindo em seu lugar o vice, Nilo Peçanha
BARBARA BORBA, EDEMAR, SUELLEN

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Rodrigues Alves - Parte I

Rodrigues Alves

Período de governo(1902-1906)
Como Assumiu: venceu as eleições presidenciais com o apoio de Campos Sales e dos Partidos Republicanos Paulista e Mineiro. Rodrigues Alves era grande proprietário de terras paulista e ex-ministro da Fazenda do governo de Prudente de Moraes.
Rodrigues Alves foi eleito com respaldo da aliança política entre as
oligarquias agrárias de São Paulo e Minas Gerais, selada pelo acordo
da Política dos Governadores.
Adotou uma política de incentivo imigração, investiu na remodelação do porto de Rio de Janeiro e na reurbanização da cidade.

*Para colocar em pratica os projetos de obras de melhoria do saneamento urbano e diminuiu da febre amarela, e outras doenças, o presidente formou uma equipe composta pelo presidente Francisco Pereira Passos, o cientista Oswaldo Cruz e liderada pelo general Lauro Muller, ministro da Aviação e Obras Públicas.

*Oswaldo Cruz organizou um "esquadrão" destinado a caçar ratos pela cidade, para sanar a peste; para cada animal morto, eram pagos 300 réis. Contra a febre, deflagrou uma guerra contra insetos, pulverizando, casas e quintais. Apesar dos bons resultados, causou o descontentamento do povo. Para piorar, em 1904, foi tornada obrigatória a vacina contra a varíola.
*Em seu governo, também foi assinado o Convenio de Taubaté medida intervencionista em favor da manutenção dos preços do café pela compra e estocagem dos excedentes da produção.Os estados que participavam do convenio (SP, RJ e MG) recorreram em ritimos externos, o que contrariava a austeridade deflacionaria do governo de Rodrigues Alves.
* Principais acontecimentos: O paulista Rodrigues Alves tomou posse em 1902 e encontrou as finanças do país em ordem.
Seu governo foi caracterizado pelas grandes obras públicas e saneamento.
As principais obras realizadas no período foram as seguintes:
*construção do teatro Municipal.
construção da Biblioteca Nascional.
*Auxílio ás construções da faculdade de Direito em Recife e de Medicina em São Paulo e Salvador.
*Melhoria em trechos da estrada de ferro da central do Brasil.
*Compras de navios de guerra da Inglaterra.
*Instalação da fábrica de pólvora em piquete, São Paulo.

Remodelação da capital federal, ampliação do porto do Rio de Janeiro e saneamento da Lagoa Rodrigo de Freitas,construção do cais, melhoramento do abastecimento de água, reorganização da cidade,etc.

*Em relação aos serviços de higiene,tomaram-se maiores cuidados com relação á saúde pública.
Destacou-se o médico sanitarista Oswaldo Cruz, que pôs em prática o plano de combate á febre amarela.Esse plano simplesmente foi imposto á população,sem o necessário esclarecimento.

*Em 1904,estorava a Rrevolta da Vacina. Violentas manifestações populares sacudiram o Rio de Janeiro, provocadas pela arbitrariedades que promoviam a campanha da vacina contra varíola, impondo, ditatorial mente,á população, a obrigatoriedade da vacina,sem promover quaisquer esclarecimentos anteriores.
O povo saiu ás ruas, arrebentando a recém-inaugurada iluminação pública em protesto pela violência policial em apoio aos vacinadores.A escola Militar da praia vermelha,aproveitando a agitação popular, rebelou-se contra o governo. A repressão foi rápida eficiente e violentíssima.
BÁRBARA DIOGO, FERNANDA, GABRIELA

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Campos Sales



CAMPOS SALES
Morreu em: 28 de Junho de 1913 (72 anos)Santos, SP

Partido político: PRP


Formação e carreira política
Bacharel em direito pela Faculdade de Direito de São Paulo da turma de 1863, Campos Sales ingressou, logo após se formar, no Partido Liberal. A seguir, participou da criação do Partido Republicano Paulista (PRP), em 1873, sendo portanto um republicano histórico.
Foi deputado provincial de 1867 a 1871, vereador (1872), novamente deputado provincial (1881), deputado geral de 1885 a 1888, e deputado provincial (1889), sempre pelo PRP.
Com a Proclamação da República, foi nomeado Ministro da Justiça do governo provisório de Deodoro da Fonseca quando promoveu a instituição do casamento civil e iniciou a elaboração de um Código Civil na República. Substituiu o Código Criminal do Império de 1830, pelo Código Penal da República, através do decreto nº 847, de 11 de outubro de 1890.
Elegeu-se senador da república em 1891, mas renunciou ao cargo, em 1896, para se tornar presidente do estado de São Paulo, cargo que exerceu até 1897, quando renunciou para poder ser candidato à presidência da república.
Como governador, na época se dizia presidente, enfrentou um surto de febre amarela em todo o estado, um conflito na colônia italiana na capital, uma onda de violência na cidade de Araraquara, no episódio que ficou conhecido como Linchaquara, e enviou tropas estaduais para combater na Guerra de Canudos.




Na Presidência da República
Em 1898 foi eleito presidente da república, substituindo Prudente de Morais em uma época que a economia brasileira, baseada na exportação de café e borracha, não ia bem. Campos Sales julgava que todos os problemas do Brasil tinham uma única causa: a desvalorização da moeda.
Desenvolveu a sua Política dos Estados mais conhecida como política dos governadores, através da qual afastou os militares da política e estabeleceu a República Oligárquica, base da República Velha. E assim se manifestou a respeito:

Outros deram à minha política a denominação de "Política dos Governadores", Teriam acertado se dissessem "Política dos Estados". Esta denominação exprimiria melhor o meu pensamento!

Campos Sales

Através da Política dos Estados, obteve o apoio do Congresso através de relações de apoio mútuo e favorecimento político entre o governo central, representado pelos presidentes da república e os estados, representados pelos respectivos governadores, e municípios, representados pelos coronéis. Era preservada a autonomia e independência dos governos municipais e estaduais desde que estes apoiassem a política do governo federal. Com esta forma de governar Campos Sales conseguiu a estabilidade política do Brasil.
Esta política fora iniciada e testada, anteriormente, quando Campos Sales, como governador de São Paulo, garantiu o poder local dos coronéis desde que eles se filiassem ao PRP e apoiassem os governadores de São Paulo.


O quarto presidente do Brasil, Campos Sales, numa nota de 10 mil réis de 1925.

Na economia, a presidência Campos Sales decidiu que a resolução do problema da dívida externa era o primeiro passo a ser tomado. Em Londres, o presidente e os ingleses estabeleceram um acordo, conhecido como "funding loan".
Com esse acordo, suspendeu-se por 3 anos o pagamento dos juros da dívida; suspendeu-se por 13 anos o pagamento da dívida externa existente; o valor dos juros e das prestações não pagas se somariam à existente; a dívida externa brasileira começaria a ser paga em 1911, pelo prazo de 63 anos e com juros de 5% ao ano; as rendas da alfândega do Rio de Janeiro e Santos ficariam hipotecadas aos banqueiros ingleses, como garantia.
Então, livre do pagamento das prestações, Campos Sales pôde levar adiante a sua política de "saneamento" econômico. Combateu a inflação, não emitindo mais dinheiro e retirando uma parte de circulação. Depois combateu os déficits orçamentários, reduzindo a despesa e aumentando a receita. Joaquim Murtinho, Ministro da Fazenda, cortou o orçamento do Governo Federal, elevou todos os impostos existentes e criou outros.
Finalmente, dedicou-se à valorização da moeda, elevando o câmbio de uma taxa de 48 mil-réis por libra para 14 mil-réis por libra. Sua política foi acusada de extremamente recessiva, para usarmos um termo atual.
Em 1899, o presidente Júlio Roca, da Argentina, visitou o Rio de Janeiro, e, em 1900, Campos Sales retribuiu a sua visita, sendo recebido por um grande público, cerca de um quarto da população portenha, em Buenos Aires. Campos Sales foi o primeiro presidente brasileiro a viajar ao exterior.
Recebeu o apelido de Campos Selos, por causa do imposto do selo, sendo vaiado ao deixar a presidência por causa de sua política de ajuste financeiro que fora mal compreendida pela população brasileira.
Após a presidênciaApós o mandato presidencial, foi senador por São Paulo e diplomata na Argentina. Durante as articulações (demárches) para a eleição presidencial de 1914, seu nome chegou a ser lembrado para a presidência da república, mas faleceu repentinamente, em 1913, quando passava por dificuldades financeiras.


GUILHERME, JÉSSICA TOLEDO E NATÁLIA

Enfim, um civil: Prudente de Morais


PRUDENTE DE MORAIS



Nome completo: Prudente José de Morais e Barros
Período em que esteve no poder: 15.11.1894 a 15.11.1898
Tipo de eleição: direta, recebeu 276.583 votos
Realizações e Acontecimentos: Prudente de Morais foi o terceiro presidente do Brasil, mas o primeiro presidente civil da Primeira República. Sua eleição encerra o período dos governos provisórios dos marechais Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto e marca o início do predomínio da oligarquia cafeicultora no poder. Assumiu o governo federal num momento em que o país atravessava uma grave crise econômica e um conflito político envolvendo divergências de interesse entre as duas principais facções republicanas: os radicais florianistas e a oligarquia cafeeira. Prudente de Morais pacificou o estado do Rio Grande do Sul e venceu a Guerra de Canudos. Essas vitórias fortaleceram seu o governo e seu mandato. Em fevereiro de 1895 resolvia-se com o arbitramento do Presidente dos Estados Unidos, Grover Cleveland, a questão de limites com a Argentina (a questão das Palmas); no mês seguinte reatavam-se relações diplomáticas com Portugal, rompidas um ano antes, quando dois navios portugueses deram asilo político a Saldanha da Gama e a outros participantes da Revolta Armada. Sob arbitramento do governo português, solucionou-se o caso da Ilha da Trindade, ocupada desde dezembro de 1895 pelos ingleses, sob a alegação de não existirem ali marcos indicativos da posse brasileira.
ANANDA, JÉSSICA OLIVEIRA, RAFAELA

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Marechal Floriano Peixoto


MARECHAL FLORIANO PEIXOTO


Nome Completo: Floriano Vieira Peixoto
Período em que esteve no poder: de 23 de novembro de 1891 até novembro de 1894.
Como assumiu: chegou a presidência por eleição indireta, após a renuncia de Deodoro da Fonseca já que era seu vice-presidente.
Entre o final de 1891 e 15 de fevereiro de 1894, a governo de Floriano foi inconstitucional, já que assumiu a cargo de presidente sem realizar novas eleições como estava previsto na Constituição.
Realizações:
- Anunciou publicamente sua intenção de restaurar os direitos e garantias já estabelecidos na Constituição de 1891, mesmo assim, seu governo não foi muito diferente do anterior em termos de autoritarismo;
- Restabeleceu o Congresso;
- Demitiu todos os governadores que apoiaram Deodoro da Fonseca;
- Lançou uma ditadura de salvação nacional;
- Determinou o controle sobre o preço dos gêneros alimentícios de primeira necessidade e determinou a isenção de impostos sobre a carne, para baratear o produto, diminuiu o preço dos aluguéis das casas dos operários.
- Toma iniciativas para recuperar a economia dos traumas causados pelo Encilhamento;
- Incentivou a industrialização, porém com restrições, pretendia assim evitar especulações e aumento da inflação;
Acontecimentos:
- Recebeu o título de Consolidador da República, já que aplaca quaisquer rebeliões contra a mesma;
- Suas medidas econômicas não foram eficientes a curto prazo, oq eu gerou forte oposição civil e militar, sob a forma de movimentos rebeldes como a Revolução Federalista, no Rio Grande do Sul, e a Revolta da Armada, no Rio de Janeiro;
- No dia 13 de setembro navios da Armada passaram a bombardear a cidade de Rio de Janeiro, o governo logo organizou uma reação a revolta com o apoio de São Paulo e com a adesão popular, os rebeldes não conseguiram resistir por muito tempo e em 1894 a rebelião estava vencida;
- O rigor do presidente Floriano Peixoto durante os dois movimentos revolucionários renderam a ele o apelido de “Marechal de Ferro”;
- Entregou o poder em novembro de 1894 à Prudente de Morais.


(BRUNA ISIDORO, JULIANA E LUCAS)